sexta-feira, 20 de março de 2009

Até me arrepiei

Andava por aqui a pensar em qualquer coisa para escrever hoje... qualquer coisa que não fossem as já tradicionais, escolhas cinematográficas... Não tenho por hábito ter entradas que sejam só "de outras pessoas"... gosto de escrever coisas minhas e tenho-o feito, mas não resisto a partilhar convosco isto que encontrei, do Diário do senhor Miguel Torga (1979)... há coisas intemporais não há?... =)
Como dizia o outro... "já não há canções de amor... Como havia antigamente..." Já não há muita coisa, como havia antigamente... isso é certo... o espírito desta geração, é talvez das coisas que mais falta fazem... Eu gosto de pensar que ainda sou (nem que seja um bocadinho) assim... e identifiquei-me... leiam...
"O que eu fui sempre, o que eu sou, e o que eu serei, é um artista, um homem e um revolucionário. Na medida em que sou artista, quero um mundo onde a beleza seja o vértice da pirâmide. Na medida em que sou homem, quero que nesse mundo os indivíduos sejam livres e conscientes. E na medida em que sou revolucionário, quero que a revolução traga à tona as grandes massas, e que nunca acabe de percorrer o seu caminho perpétuo, sem estratificações e sem dogmas."

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