segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Preciso de um amigo

"Preciso de um amigo" era o título de um texto que vos ia escrever... Mas depois por curiosidade fui pesquisar à internet o que aparecia... apareceu este poema de Vinicius de Moraes que me tirou as palavras da boca. Ora vejam lá... Ele há coisas!

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Volto em breve com coisas minhas e sem ir à net primeiro para não se me fugir a inspiração...

7 comentários:

  1. Gostei do poema, tambem porque neste momento me revejo nele. É engraçado, em graça nenhuma estamos rodeados de gente conheçida e no entanto nao termos ninguem para os bons e maus momentos, o amigo de todas as horas.

    Estou contigo, preciso de um amigo

    beta

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  2. txii como me revejo nesse poema...no entanto tenho sérias duvidas se essa pessoa realmente existe...

    beijinho

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  3. muito bom este poema! e como me faz lembrar algo!

    Nesta vida temos muitos conhecidos e poucos amigos! e se neste momento se posso dizer que tenho um amigo desses és tu!

    Abraço Amigão

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  4. Eh, oh Vitinho! eu agora sem emprego e sem dinheiro... dizes essas coisas assim do nada, fico já todo lamechas... Já sabes que eu ag ando sensivel, não apertes comigo! LOL
    Abraço amigo!

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  5. Oh Ritaa... Não me digas que tens dúvidas de se os amigos existem de verdade... que são muito poucos não tenho dúvidas... Iguais ás que não tenho em te dizer que existem... =)

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  6. Sem emprego sem dinheiro mas tens amigos já é melhor que nada!

    obrigado pela força e por me andares a aturar nestes dias!

    abraço

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  7. ESSE POEMA TEM TUDO HAVER COMIGO TENHO MUITO CONHECIDOS MAIS AMIGOS NÃO PRECISO DE AMIGOS URGENTE QUE ME MANDEM MENSAGENS EMAIL MAS SE LEMBREM SE MIM ESTOU AQUI DE QUE ADIANTA TER EMAIL E ORKUT E NÃO TER COM QUEM COMPARTILHAR
    UM FORTE ABRAÇO

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