sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Para o agressor a mulher é um objecto de posse"

"Para o agressor a mulher é um objecto de posse". Não haveria melhor maneira de começar este post. ~
As queixas sobre violência doméstica têm aumentado nos últimos anos. Responsável da UMAR refere que há “maior atenção pública” para “este atentado aos direitos humanos”.
O ditado “entre marido e mulher não se mete a colher” parece começar a ser ultrapassado pela sociedade portuguesa. Hoje em dia, família, amigos ou vizinhos mobilizam-se para enfrentar o problema que se vive em muitas casas.
Na década de 90, em Portugal, de acordo com um estudo mencionado pela vice-presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Maria José Magalhães, “uma em cada três mulheres era ou tinha sido vítima de violência doméstica”. A activista considera estes números “uma realidade atroz”.
Maria José Magalhães refere que, apesar da evolução dos últimos anos, a lei actualmente “favorece os agressores”. Segundo a vice-presidente da organização, a revisão do código penal, nomeadamente o fim da prisão preventiva, faz com que as vítimas percam a “confiança de que podem e devem denunciar”.
Para a responsável da UMAR, é “incongruente” pedir às vítimas para denunciarem os seus casos, quando o que “as autoridades fazem é somente chamar a atenção do agressor”. A vítima continua exposta à violência e “a única alternativa que lhe resta é fugir”. Maria José Magalhães considera “ridículo” o facto de terem que ser as vítimas a abandonar a casa, classificando essa situação de “revitimização”.


“Um agressor é sempre um agressor. Eles batem, humilham, prendem, fecham à chave, tiram dinheiro, violam”, sublinha a vice-presidente. A vulnerabilidade da vítima perante o agressor deve-se sobretudo ao facto de as mulheres quererem ser perfeitas e, como não o são, “passam a vida a culpabilizar-se”, explica a responsável.



Números da violência doméstica em 2007-

21.907 vítimas procuraram ajuda na GNR e PSP;

14.534 queixas de violência doméstica registadas na APAV;

21 mulheres assassinadas e 57 tentativas de homicídio (UMAR)


Num país chamado de desenvolvido é URGENTE que se acabe cpom esta realidade! As leis continuam a proteger os agressores... A vergonha ainda é maior que auto-estima...

A revisão laboral ( e até de mentalidade) é urgente! Que supostos homens são estes? que Supostas leis são estas?


"GRITE, BERRE, DENUNCIE... E SE FOR PRECISO... USE O JOELHO!"

* realço que falo do fenómeno como se a mulher fosse a vítima, mas chamo a atenção para o facto de, cada vez mais o homem ser também victimizado!
* ARTIGO RETIRADO DA INTERNET

Sem comentários:

Enviar um comentário