terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O espírito académico é uma coisa pelo qual sou um apaixonado e defensor convicto... Mais do que qualquer coisa que poderia dizer, aqui está... delicioso



"O espírito académico"

Uma academia é muito mais que um lugar de estudo. Será um «ambiente» onde se «vive», respira, inventa, idealiza, projecta... O «canudo» não pode ser por isso o único centro das atenções da vida académica, sob pena da visão dos saberes universais ficar limitada à especialidade exigentíssima de cada curso, o que poderá diminuir a essencial visão de conjunto, o espírito crítico mas construtivo, uma cultura geral rica que deve dimanar da vida académica... É verdade, há vida para além do curso!...Porque «Aveiro é Nosso!...»
Provinda de tradição antiga em que os estudantes vinham para as ruas festejar o «final» do ano, as semanas académicas que percorrem o nosso país são também um sinal de criatividade e abertura dos estudantes da instituição de ensino à comunidade humana envolvente. Bem acima de qualquer excesso pontual (a evitar) reside neste espírito académico que se respira sempre uma ponte de entre os estudantes e a cidade, região.
Eles que vindos, porventura,de outras paragens, caminham, desenvolvem-se, adquirem conhecimento, captam lições para a vida, durante anos na nossa própria terra. Felizmente que, desde a primeira hora, em terras aveirenses, a academia procurara pontes criativas, caminhos de desenvolvimento harmonioso na região, visão de lucidez inspiradora para, em terras de Ria e sal, todos sentirmos o gosto e a honra (sempre diariamente cheia de compromisso!) de erguer e habitar uma prestigiante academia de referência nacional e internacional. Qual «mordente» em moliceiro sempre novo, qual «sal» de vida nova que tem inspirado a visão e a capacidade de arriscar, destemidamente... e de recriar aquele espírito universal de Aveiro, onde «a arte e engenho» tem feito com que todos os Cabos passem a «Boa Esperança». A comunidade humana aveirense, em todas as sinergias hoje fundamentais para os grandes projectos, orgulha-se da sua academia. Nela, dia-a-dia, em tempos de gigantes desafios à vida pessoal de cada estudante em que os
futuros são sempre incertos, é dado em todos os âmbitos, pelo caminho da múltipla exigência responsabilizante, o máximo possível. Mas algo que nunca poderá substituir todo o empenho e atenção continuada de cada um. E cada vez mais, até na linha da resistência capaz de levar ao terminar do curso e à lúcida opção de vida, toda a nobre missão de «formar pessoas» será sempre o ideal a perseguir. Pessoas com pensamento, mas também capacidade de realização; cidadãos que sabem pensar a «cidade-e-comunidade», mas logo de seguida vivem o gosto empenhado que vence a indiferença pela participação; vidas que da «ferramenta» do curso - que nunca poderá dar ou produzir o sentido da vida - querem passar a um autêntico e dinâmico bem-estar capaz de dar mais uma visão de esperança à história cansada que as sociedades de hoje escrevem. Gente que se pergunta: Para que serve o conhecimento?! Mas que responde: para humanizar desenvolvendo a sociedade! Esta será a meta que dará a verdadeira realização de vida! Mas hoje, em dias difíceis no nosso Portugal, também a arte de resistir e inventar será dos trunfos mais marcantes... E para inventar haverá que parar, pensar, «magicar»!...
O espírito académico aí está! A merecida diversão saudável quer ser o lema; a arte, cultura, desporto, música, desfile, tradição... a marcar a agenda do encontro festivo. Momento também oportuno para destacarmos, por exemplo, na vida que vai dia-a-dia decorrendo para além do fundamental estudo, o que na área musical as Tunas Aveirenses são brilhante referência nacional (vencedoras, envolvem-se com inesgotável generosidade em «causas» solidárias), ou que na área do desporto universitário português «o topo é nosso» (de salientar que não há em Aveiro curso na área de desporto)! Magnífico! Sendo tais ’triunfos’, estes e tantos imensos outros, fruto de humilde espírito de serviço, de autêntica entrega generosa de quem dá a vida pela Comunidade... também faz bem às nossas gentes aperceberem-se que, diariamente, nos mais diversos camp(u)s o espírito de gosto e de pertença floresce, que a vida universitária dos estudantes contempla inúmeras realidades que querem ser oportunidade de desenvolvimento saudável na perspectiva do bem comum... Nobre missão que edifica futuro(s)!
Se é certo que há sempre tanto percurso a trilhar, não é menos verdade que tem de haver tempo para tudo! É hora de festejar verdadeiramente e de revitalizar a esperança em cada «amanhã»!... Apostamos no espírito académico que grita: para uma vida feliz de saber universal comprometido vai «tudo»! Afinal, a excelência de sentido de humanidade será cada vez mais a «prova dos 9» do conhecimento e valores humanos apreendidos! Também aqui, como em tudo, hà que lutar com simplicidade pela nota máxima."


Sr.Padre Alexandre Cruz, Diário de Aveiro, 04.05.05

Pensava que era desta!


Nunca tive o prazer de ter três dígitos na minha conta... pensava que era este mês mas afinal o ordenado vem repartido e o que poupei vou já usar para pagar carro e pc... ora merda!